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O esporte e o seu poder de contornar dificuldades

Por Rafael Da Silva

Atletas que um dia foram pobres obtiveram sucesso por meio do esporte, e hoje são inspiração e exemplos de superação.

Quem nunca sonhou em ser um atleta de alto nível? Receber bons salários, estar pleno fisicamente, atuar para multidões apaixonadas por esporte? Sim, este foi e ainda é o sonho de muita gente, pessoas de classe alta ou baixas na sociedade. É sobre alguns atletas que já foram menos favorecidos financeiramente que vamos falar. 

Neto - Ex Jogador do Corinthians

Neto comemorando um gol pelo Corinthians, seu clube do coração. 
Fonte da imagem: Blog meu timão.

Nascido no ano de 1966, em Santo Antônio de Posse no interior de São Paulo o ainda garoto, Neto enfrentou dificuldades até atingir o auge e ser conhecido pelos Brasileiros. A falta de recursos financeiros foi um dos motivos que fez seu pai solicitar alojamento do filho enquanto ele engatinhava no futebol pelo dente-de-leite na Ponte Preta (clube de Campinas) tendo este pedido negado, foi pelo rival da mesma cidade (Guarani) que ele teve oportunidade e foi recebido. Iniciando assim, o caminho para uma carreira vitoriosa e com altos e baixos. Seu auge foi pelo Corinthians, conquistando títulos (Neto ficou conhecido como o xodó da Fiel), e sendo convocado para a seleção Brasileira de base e principal, uma das suas principais conquistas foi a prata olímpica em Seul (1987).

Rafaela Silva - Judoca

Campeã olímpica Rafaela Silva pousa para foto.
 Foram anos de muito trabalho até a conquista do ouro.
Fonte da imagem: Revista Veja/ Abril

Rafaela Silva Nascida do Rio de Janeiro, no ano de 1992, vinda de uma comunidade carente, começou a praticar Judô aos 5 anos numa associação de moradores na Cidade de Deus. Por ser considerada uma menina agressiva, Rafaela pensava que a luta seria o caminho para desestressar, ou direcionar seus impulsos, porém no judô ela aprendeu muito sobre disciplina, respeito e nunca abandonar o sonho. Em 2008, Rafaela foi campeã mundial sub-20 e 4 anos depois estava disputando os jogos olímpicos em Londres, ano esse que, ela um dos maiores desafios de sua carreira, pois ela foi desclassificada após aplicar um golpe ilegal em sua adversária, foi bombardeada de críticas e muito insultada nas redes sociais. "Disseram que o judô não era para mim, que eu era a vergonha da minha família, que eu nunca ganharia nada por ser negra."

Em 2013 a atleta calou seus críticos, sendo a primeira judoca brasileira a conquistar o título mundial de Judô, e 3 anos depois conquistando a medalha de ouro nos jogos olímpicos, io 2016, uma cena memorável e inesquecível aos fãs do esporte.


José Aldo Júnior - Lutador de Artes marciais.

 José Aldo, o campeão que teve sua história de vida transformada em filme.
Fonte da imagem: Facebook do atleta

José Aldo nascido no ano de 1986 em Manaus - Amazonas, saiu muito cedo em busca de um sonho: Ter uma carreira exemplar no jiu-jitsu, e vencer as dificuldades que a vida lhe impunha desde muito jovem. No RJ Aldo foi acolhido por companheiros de treino e morou em uma academia, contou com a ajuda deles muitas vezes para não passar fome, e foi acolhido também na casa de uma então lutadora chamada Viviane, que viria alguns anos depois ser a sua esposa. José Aldo dizia a sua mãe que tinha o sonho de conhecer o mar e isso era considerado um sonho de criança, um pouco fora da realidade devido à distância dos dois estados e a falta de recursos para isso. Aldo considera uma de suas primeiras conquistas, uma correspondência que enviou para sua mãe com uma concha dentro, a realização de um entre tantos sonhos que o jovem foi atrás.

José Aldo conquistou o cinturão do extinto WEC em 2008, e logo foi se consagrando graças ao seu ímpeto e agressividade no octógono. Em 2012, Aldo participou da luta principal do UFC Rio 2, contra Chad Mendes e foi ovacionado após um nocaute sensacional em seu adversário. A história de José Aldo foi inspiração para filme, "Mais forte que o mundo" conta a trajetória do campeão que nunca desistiu e perseverou.

"No começo é sempre trabalhar, sempre acreditar em você, buscar sempre o algo a mais, ter a ciência de que se fizer seu trabalho certinho no cotidiano, não tem como dar errado."

Marta - Jogadora de Futebol

 Marta, a rainha do futebol.

Exemplo na luta por igualdade e determinação na vida.

 Fonte da imagem: Revista Veja/Abril

        Marta Vieira da Silva, considerada a Rainha do futebol Brasileiro, nasceu em 1986, em uma pequena localidade de Alagoas chamado Dois Riachos e desde muito pequena Marta já demonstrava que tinha intimidade com a bola, mas teve inúmeras dificuldades, não só financeiras, mas também de ser aceita e quebrar paradigmas de que o futebol não é esporte exclusivo de homens.

    Aos 14 anos, a jovem Marta foi ao Rio de Janeiro em busca de seu sonho. O clube Vasco da Gama era um dos poucos naquela época a possuir um time feminino e a garota viu ali a oportunidade de sua vida e teria que abraçar com todas as forças.

"Ela trazia uma carga emocional muito forte na mochila e soube transformá-la em motivação para vencer na vida", disse sua primeira treinadora Helena Pacheco.

 Após jogar com a seleção sub 17, Marta logo soube que o Vasco Iria dar fim ao time feminino por dificuldades financeiras e aquilo foi devastador para ela, chegou a pensar que sua carreira que mal estava começando, já teria chegado ao fim, chorou muito, mas faria o necessário para não ter que voltar a sua cidade sem ter alcançado seus objetivos.

Marta foi para um time amador de Minas Gerais, o Santa Cruz e após muito trabalho árduo, sua vida definitivamente mudou em 2003, mesmo com o Brasil sendo eliminado pela Suécia (País que valoriza muito o futebol feminino), o presidente do Clube Umea ficou maravilhado com o futebol de Marta e a partir daí a carreira da atleta deslanchou, foram 8 anos jogando na Suécia e se credenciando cada vez mais como a grande atleta que ainda é.

Marta foi eleita 6 vezes a melhor jogadora do mundo, foi vice-campeã da copa do mundo em 2007, medalha de prata nos jogos de Atenas 2004 e nos de Pequim 2008. Atualmente é embaixadora da ONU e usa a visibilidade que conquistou para auxiliar aquelas que acabam sendo ofuscadas, seja pelas dificuldades financeiras, seja pelo machismo nos esportes... Marta Vieira da Silva, representa não só os nordestinos, mas todos os Brasileiros que acreditam no sonho e vão buscá-los com toda força e coragem que possuem.